Banco de Sêmen

O que é o banco de Sêmen Terapêutico?

A Androfert é o único Centro de Medicina Reprodutiva da região que oferece o Programa de Banco de Sêmen Terapêutico. O Banco de Sêmen é chamado de Terapêutico quando nele são armazenadas amostras de sêmen de homens que serão submetidos a procedimentos que podem comprometer a ejaculação e/ou a produção de espermatozóides, como por exemplo os diversos tipos de câncer ou cirurgias (de próstata, bexiga, uretra e testículos). Além disso, é utilizado para armazenar amostras de sêmen de homens que serão submetidos à vasectomia. Mais recentemente, tem-se também indicado a criopreservação de sêmen dos indivíduos que trabalham em profissões de risco (exemplo: mergulhadores profissionais) e daqueles expostos a agentes químicos ou metais pesados que possam comprometer a fertilidade. O Banco de Sêmen Terapêutico também é utilizado em algumas situações especiais, como durante as cirurgias para reconstrução do trato reprodutor (exemplo: reversão de vasectomia), como garantia caso haja falha na reversão, ou para armazenar espermatozóides excedentes, que foram aspirados do epidídimo ou testículo e utilizados para fertilização "in vitro" associada à injeção intracitoplasmática (ICSI).

Por que é importante armazenar o Sêmen, e que pessoas devem procurar este serviço?

Nos casos de Câncer: A leucemia, a doença de Hodgkin e o linfoma não-Hodgkin, assim como os tumores testiculares, são os tipos de câncer prevalentes nos indivíduos em idade reprodutiva. O uso da quimioterapia ou da radioterapia, como tratamento para estas doenças, causa danos aos testículos e, conseqüentemente, interrompe, temporária ou definitivamente, a produção de espermatozóides. A única forma que estes homens tem de garantir a fertilidade futura é o armazenamento de uma série de amostras de sêmen. Isto deve ser realizado antes que a terapia se inicie. O sêmen pode ficar armazenado por tempo indeterminado, no Banco de Sêmen Terapêutico, e ser futuramente utilizado para engravidar a esposa, por meio de um procedimento de reprodução assistida como a inseminação artificial ou a fertilização "in vitro".

Cirurgias do aparelho reprodutivo: Outras cirurgias envolvendo órgãos do aparelho reprodutor masculino, como a uretra, próstata e bexiga, também podem comprometer a fertilidade. Cirurgias nestes órgãos podem diminuir ou interromper a capacidade do homem ejacular. Nestes casos, é importante armazenar amostras de sêmen antes da cirurgia. Indica-se também a criopreservação de espermatozóides durante as cirurgias para reconstrução do trato reprodutor (exemplo: reversão de vasectomia), como garantia caso haja falha na reversão, ou para armazenar espermatozóides excedentes, que foram aspirados do epidídimo ou testículo e utilizados para fertilização "in vitro" associada à injeção intracitoplasmática (ICSI).

Pré-vasectomia: Sabe-se que cerca de 1% dos homens que realizam a vasectomia arrependem-se no futuro. Entre as causas do arrependimento estão: 1) novo casamento; 2) doença ou morte do filho; 3) mudança da situação financeira e desejo de outros filhos com a esposa, etc. A criopreservação de sêmen também é uma opção para estes homens. Caso desejem ter outros filhos, o sêmen criopreservado é utilizado para engravidar a esposa, por meio de um procedimento de reprodução assistida como a inseminação artificial ou a fertilização "in vitro" .

Profissões de risco: A criopreservação de sêmen é importante para os indivíduos que trabalham em profissões de risco (exemplo: mergulhadores profissionais) e daqueles expostos a agentes químicos ou metais pesados que possam comprometer a fertilidade.

Como o Sêmen é Armazenado?

Para que o sêmen possa ficar armazenado por tempo indeterminado, ele deve ser congelado. O congelamento de sêmen é realizado pela técnica de vapor de nitrogênio líquido. Este processo é denominado criopreservação, pois envolve o uso de temperaturas extremamente baixas. Cada amostra de sêmen é cuidadosamente identificada, assegurando a precisão e confiabilidade. Uma pequena alíquota da amostra é retirada antes do congelamento para que seja efetuada uma análise completa do sêmen. O restante é diluído com um diluente protetor, que contém antibióticos, tampões, glicerol e gema de ovo. Após a diluição, o sêmen é resfriado gradativamente até 100°C negativos e, finalmente, estocado em nitrogênio líquido a 196°C negativos. Entre 24 e 48 horas depois do congelamento, uma pequena porção do sêmen é descongelada para a verificar a qualidade e o percentual de sobrevivência dos espermatozóides. Isto é importante para avaliar qual o tipo de técnica de reprodução assistida a ser utilizada com o sêmen criopreservado.

Cerca de 25-50% de espermatozóides não sobrevivem ao processo de criopreservação. Várias técnicas têm sido estudadas para diminuir este percentual. Dois estudos por nós realizados, um deles utilizando uma substância crioprotetora adicional, chamada pentoxifilina, e outro selecionando os melhores espermatozóides antes do congelamento, pela técnica de "Swim-up", mostraram-se eficazes para aumentar o potencial fértil do sêmen congelado.

Como posso ter filhos utilizando o Sêmen congelado?

O sêmen congelado deverá ser inicialmente descongelado, sempre utilizando técnicas especiais para evitar que a fecundidade dos espermatozóides seja comprometida. Depois, baseado na qualidade do sêmen, a gravidez poderá ser obtida por meio das técnicas de reprodução assistida, como a inseminação artificial e a fertilização "in vitro" . Para que haja uma grande chance de gravidez com o uso da inseminação intra-uterina, método mais simples de reprodução assistida, o sêmen a ser congelado deve ter cerca de 40 milhões de espermatozóides com motilidade de pelo menos 60%. Entretanto, um número significativo de homens com câncer tem sêmen de baixa qualidade já no momento do diagnóstico do câncer. Com os avanços das técnicas de reprodução assistida, tais como a fertilização "in vitro" (FIV) e a injeção intra-citoplasmática do espermatozóide no oócito (ICSI), os parâmetros acima mencionados tornaram-se obsoletos, e hoje tem sido possível obter gravidez mesmo quando existem raríssimos espermatozóides móveis após o descongelamento. Entretanto, para otimizar as chances de fertilização futura, utilizando uma técnica de reprodução assistida mais simples, recomenda-se que 3 a 6 ejaculados sejam criopreservados, com intervalos de 2-4 dias entre eles. Este número pode ser maior ou menor, dependendo da qualidade de cada ejaculado. Além disso, deve ser enfatizado que as amostras devam ser coletadas antes do tratamento se iniciar.

A utilização do sêmen criopreservado não acarreta aumento de complicações na gravidez ou no parto, e não oferece qualquer risco genético adicional.

Nos indivíduos férteis, livres de qualquer doença, a criopreservação também diminui a vitalidade e a motilidade espermática. Em pacientes com câncer, o decréscimo apresentado nestes parâmetros espermáticos não é significativamente diferente dos indivíduos normais. As taxas de gravidez utilizando-se o sêmen criopreservado variam conforme a técnica de reprodução assistida utilizada e a qualidade da amostra após o descongelamento.

Banco de Sêmen de doador

O sêmen congelado de um doador é utilizado para a inseminação artificial nas mulheres cujos maridos são completamente estéreis. A ANDROFERT tem parceria com dois bancos de sêmen nos EUA, o Cryogenic Laboratories e o New England Cryogenic Center, ambos reconhecidos internacionalmente e credenciados pela AATB (American Association of Tissue Banks ), além da parceria com um banco de sêmen brasileiro, do Hospital Albert Einstein, em São Paulo. O casal pode escolher o sêmen baseando-se nas características do doador, como a tipagem sanguínea, cor da pele, dos olhos e cabelos, estatura, constituição física, etc. O sêmen de doador é rigorosamente testado contra doenças potencialmente transmissíveis e doenças genéticas. A inseminação artificial com sêmen de doador é um processo totalmente sigiloso e seguro.

Referências:

Mortimer D. Semen analysis. In: Practical Laboratory Andrology. Oxford University Press, New York, 1994. Pag. 301-322.

Graziottin, T.M., Brand, V.B.F. Criopreservação de sêmen humano. In: II Consenso Brasileiro de Infertilidade Masculina. São Paulo, Outubro 2003, 2a. Ed., pág. 89-96.

Vieira, M., Ferragut, L.M., Brand, V.B.F. Criopreservação de espermatozóides. Preparo de meio de congelamento. In: Mizrahi, F.E., Soares, J.B., Wonchockier, R., Glina, S. I Consenso Brasileiro em Medicina Reprodutiva. São Paulo, Agosto 2004. Pronúcleo, 1a. Ed., pag. 79-90.
(www.pronucleo.cjb.com.br)


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